Um Olhar Sobre o Japão, por André Namitala
Eis o começo de uma longa viagem da qual não se retorna o mesmo.
Um encontro onde expectativas criadas são constantemente quebradas e o olhar precisa reaprender. A viagem me fez perceber que o passado, o presente e o futuro não são lugares distintos. A natureza é ancestral. O trabalho manual, futurista.
O primeiro encontro é com a observação. Silenciosa e barulhenta, a contemplação é múltipla.
A água inaugurou esse percurso e foi meu primeiro espelho simbólico das alterações. É energia, caminho, é vapor, solidez e também oceano; continua sendo água enquanto abandona continuamente sua forma. São marés eternas.
