— 16 de janeiro de 2026

Calor extremo, mergulhos constantes. É tempo de nos debruçar nas beiras das piscinas brasileiras mais icônicas para assistir a chegada da Cápsula de Alto Verão Piscine. LEIA MAIS

Calor extremo, mergulhos constantes. É tempo de nos debruçar nas beiras das piscinas brasileiras mais icônicas para assistir a chegada da Cápsula de Alto Verão Piscine.

Palácio do Quitandinha (Petrópolis - RJ) - 1944

Uma das passagens mais glamourosas (e curiosas) da arquitetura de lazer brasileira, o Palácio Quitandinha foi pensado inicialmente como um mega-resort-cassino. Dentre algumas escolhas luxuosas na decoração, a piscina interna se tornou uma peça-cenário em si. Com variações de profundidade e um formato que remete a um piano de cauda, a piscina foi rodeada por pinturas e murais com motivos marinhos, inclusive com cenas das aventuras submarinas de Júlio Verne. Tudo isso a tornava um verdadeiro palco para shows e apresentações aquáticas. Hoje está desativada, mas é passível de visitação.


Piscina do Copa (Copacabana Palace - RJ) - 1923

Curiosamente a piscina não fazia parte do projeto original do arquiteto Joseph Gire (o mesmo do Theatro Municipal), e a versão atual foi consolidada ao longo dos anos 1930–40, integrada ao pátio interno do hotel, criando um oásis artificial protegido do vento, da maresia e do olhar direto da praia. A piscina do Copacabana Palace simboliza um Brasil sofisticado, tropical, exótico e elegante. Foi e continua sendo frequentada por personagens famosos como Fred Astaire, Ginger Rogers, Orson Welles, Elizabeth Taylor, Madonna, Mick Jagger, Beyoncé e outros mais discretos. Essa piscina ajudou a fixar no imaginário global a ideia do luxo tropical brasileiro: sol, arquitetura clássica, serviço impecável e a informalidade elegante que só quem é daqui têm.



Piscina do Yacht Clube(Salvador - BA) - 1935

Em águas abrigadas em plena Baía de Todos os Santos nasceu o Yacht Clube de Salvador, que consolidou-se como um dos principais clubes sociais e esportivos do país, com conquistas nacionais e mundiais em esportes aquáticos e visibilidade social com os famosos bailes em seus salões. Possui uma das mais belas vistas do pôr do Sol de toda a Bahia. Permanece o ritual de sentar-se no Bar da Piscina e apreciar o fim do dia com seu espetáculo diário de luz e cores.



“Piscina” em Inhotim (Brumadinho - MG) - 2009

O museu de arte contemporânea Inhotim, localizado no meio do encontro da Mata Atlântica e Cerrado, apresenta muitas piscinas naturais e também construídas, mas talvez a sua mais famosa seja a de Jorge Macchi, chamada simplesmente de “Piscina”. Ela lembra uma agenda telefônica, com índice alfabético nos degraus da escada, dentro d’água. O encontro entre o imaginário do artista e a materialização do objeto inventado conta com a experiência física do espectador. E um dos principais desafios de sua obra é provocar a diferença entre a dimensão do papel e a do mundo real.

Piscina Salgada (Costa Brava Clube - RJ) - 1963

Debruçada sobre as rochas e alimentada com água do mar, a piscina salgada do costa brava é uma extensão do oceano: um espelho d’água natural com vista aberta para o atlântico, onde a paisagem e a arquitetura se confundem. É um dos pontos mais emblemáticos do clube, famoso pelo pôr do sol e pela sensação de estar “entre o céu e o mar”, em plena costa do Joá.  



Hotel Glória (Glória - RJ) - 1922

Inaugurado em pleno centenário da independência, e projetado pelo arquiteto francês Joseph Gire, o mesmo responsável pelo Copacabana Palace; o Hotel Glória foi considerado o primeiro hotel cinco estrelas do Brasil.

A arquitetura neoclássica combinava imponentes fachadas, salões de festas, teatro, cassino (fechado em 1946 com a proibição do jogo) e áreas de lazer. Assim como no Copa, o Glória foi concebido para ser um ícone de prestígio internacional. Muitos famosos e pessoas importantes desfrutaram de bailes e lazer nesse terraço.

A proposta do hotel nunca foi apenas funcional, fazia parte de uma composição de lazer de alto padrão junto à sauna e salões. A piscina era parte desse projeto integrador de vida social, que combinava descanso, sociabilidade e visibilidade pública, muito ao estilo dos grandes hotéis-instituição da primeira metade do século XX.



Chez George (Santa Teresa - RJ) - 1970/2025

Um dos hotéis boutique mais interessantes de Santa Teresa, o Chez Georges começou como uma vila residencial modernista na década de 1970, projetada pelo arquiteto Wladimir Alves de Souza, figura associada ao modernismo e ao brutalismo brasileiro. Construído num momento em que o bairro se reinventava como local cultural e criativo. A piscina do Chez Georges não é apenas utilitária: é uma componente espacial e visual fundamental do conjunto arquitetônico. Está situada no terraço/jardim tropical, abraçada pela Mata Atlântica e voltada para vistas espetaculares da cidade, como o Pão de Açúcar e a Baía de Guanabara.

A proximidade com importantes pontos culturais — bondinho, ateliês, galerias e cafés — faz com que a piscina não seja isolada em um resort, mas imersa na vida urbana de um bairro boêmio e artístico.