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Em nossa primeira etapa da jornada ao Japão, nosso diretor criativo traz relatos dos seus movimentos internos e externos enquanto percorre este novo território e adentra um ryokan, que inspirou nossa primeira estampa da coleção. LEIA MAIS
Eis o começo de uma longa viagem da qual não se retorna o mesmo. Um encontro onde expectativas criadas são constantemente quebradas e o olhar precisa reaprender.
Em nossa primeira etapa da jornada ao Japão, nosso diretor criativo André Namitala traz relatos dos seus movimentos internos e externos enquanto percorre este novo território. Descubra como o elemento da água guiou seus movimentos e transformações e sua conexão com nossa primeira estampa Ryokan.
"Parti para encontrar o Japão que havia imaginado e descobri muitos outros. A viagem me fez perceber que o passado, o presente e o futuro não são lugares distintos. A natureza é ancestral. O trabalho manual, futurista.
O primeiro encontro é com a observação. Silenciosa e barulhenta, a contemplação é múltipla. Como disse: são muitos os “Japões”.

A água inaugurou esse percurso e foi meu primeiro espelho simbólico das alterações. É energia, caminho, é vapor, solidez e também oceano; continua sendo água enquanto abandona continuamente sua forma. São marés eternas."
Na leitura da coleção, o ryokan aparece como espaço de pausa, abrigo,
matéria e atenção aos gestos.
Ryokan são hospedagens tradicionais japonesas, com diferentes formas de
arquitetura, serviço e hospitalidade. Alguns preservam ambientes com tatami, portas deslizantes e futons dispostos sobre o piso. Nestes, os calçados são retirados conforme a etiqueta do local. Outros oferecem banhos termais, refeições elaboradas e vestimentas leves e informais, como as Yukatas. Essas características variam de acordo com o local.

“Adiante, entramos nos ryokan e foi impossível não honrar essas hospedarias tradicionais. Em nosso desenho, demos atenção às luzes e às sombras que deslocam o dia.
Da janela, a natureza muda e as estações passam. Nessa grande aquarela de caramelos e marrons, substituímos o papel por organzas rústicas, onde as pinceladas ganham relevos sob a textura natural do tecido.
Nos ryokan, a beleza é construída por linhas retas. A geometria dos tatamis se cruza com marcenarias deslizantes. O chá, a luz filtrada e o lugar preciso de cada objeto alteraram minha noção do tempo.
Conforme a pesquisa e a viagem evoluíam, novos elementos e cores surgiam.
Tudo se transformava e nada era mais o que tinha visto, ou o que esperava.”
A coleção Vapor em Curso está disponível no site.
Novos capítulos em breve.